segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Casamento Ideal

Isaque havia saído à tardinha para dar um passeio pelo campo, quando viu que vinham vindo camelos. Rebeca também olhou e, quando viu Isaque, desceu do camelo e perguntou ao empregado: — Quem é aquele homem que vem andando pelo campo na nossa direção? — É o meu patrão — respondeu ele. Aí ela pegou o véu e cobriu o rosto. O empregado contou a Isaque todos os detalhes criteriosos utilizados de escolha da ‘princesa’. Então Isaque levou Rebeca para a barraca onde Sara, a sua mãe, havia morado, e ela se tornou a sua mulher. Isaque amou Rebeca... (Gênesis 24:62-67) 

O casamento do príncipe William e Kate Middleton está gerando uma repercussão digna do evento social mais importante do ano, sendo citado a cada dez segundos na internet. Catherine Elizabeth "Kate" Middleton, que no dia 29 de abril se tornará duquesa, entrará para família real britânica graças ao discreto charme que atrai o príncipe William há quase uma década. Uma audiência televisiva estimada em 2 bilhões de pessoas acompanhará o tão esperado casamento da plebeia com o segundo na linha de sucessão ao trono britânico. Acontecimento inimaginável para uma plebeia vinda de uma família de classe média da Inglaterra. Esse é o casamento real. Mas quero falar um pouco sobre o casamento ideal. 

No casamento ideal e ‘arranjado’ por Deus descrito em Gênesis 24, Rebeca, certamente, figura entre as jovens mais atraentes da Bíblia. É descrita como pura e bela (v.16), cortês e prestativa (v.18), trabalhadora (vs.19-20), hospitaleira (v.25), bem como responsável e confiável (v.58). Por isso, foi divina e criteriosamente escolhida como pretendente do ‘príncipe’ Isaque, filho de Abraão, pai da nação de Israel, homem muito abençoado e muitíssimo rico (v.35). 

Ser escolhida como ‘princesa encantada’ era, sem dúvida, considerado uma bênção de Deus. Seu pai e irmão sabiam também que isso vinha de Deus (v.50), mas era ela quem deveria resolver deixar a casa, refletindo a autonomia da qual as mulheres jovens desfrutavam na cultura de seus dias (vs.57-58). 

Rebeca ofereceu-se para fazer um serviço simples (v.19), que lhe abriu as portas para um destino grandioso preparado por Deus para sua vida por meio de suas responsabilidades diárias. Sua coragem e fé a motivaram a aventurar-se saindo do seu ambiente familiar e de perto dos amigos para algo desconhecido – os ‘palácios’ da família de Abraão. Deus recompensou a fidelidade de Rebeca com um casamento monogâmico, que começou com grande romantismo e afeição (v.67). 

Homem e mulher são física, emocional e espiritualmente diferentes; ainda assim eles são designados por Deus para se complementarem. ‘Tornar-se uma só carne’ une todos os aspectos da vida. A expressão é usada pela primeira vez no Antigo Testamento (Gênesis 2:24) e repetida quatro vezes no Novo Testamento, não só com a idéia de procriação, mas de reciprocidade na satisfação de necessidades e como uma ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Efésios 5:31-32). 

A idéia de se tornarem uma só carne tem significado apenas na monogamia. A relação sexual é a forma mais elevada de comunicar o amor um pelo outro e a expressão fundamental de intimidade. Ela constitui a linguagem do amor sem palavras. De fato, não há palavras para expressar tudo o que se sente. Fé em Deus é o laço da aliança matrimonial; intimidade sexual é o selo do Espírito Santo. 

Pelo fato de Deus ter determinado que homem e mulher se complementassem e de ter colocado em cada um o desejo pelo outro, nenhum problema é exclusivamente de natureza sexual. Dificuldades na intimidade física quase sempre são sintomas de problemas em outras áreas do relacionamento. 

Mas quando o marido e a esposa conhecem o Senhor como seu Salvador pessoal, o Espírito Santo vive no coração deles. Conforme ele se submetem a seu senhorio, são capacitados a seguir suas ordens. O marido será revestido de poder para amar a esposa como Cristo amou a Igreja (Efésios 5:25), e a esposa será inspirada para ser submissa ao marido como que ao Senhor (Efésios 5:22-24). A atmosfera do lar será de alegria, pois atitudes que ferem serão colocadas de lado. Perdão e carinho vão se tornar as regras da casa. Quando o marido e a esposa entregam suas expectativas a Deus e centralizam sua atenção no que é bom, a paz toma conta do coração deles e de seu lar e ambos têm um casamento ideal. 

Você também pode ter um casamento ideal. Só depende de você! Portanto, faça a sua parte! As dicas estão aí.