sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mais Um Conto da Carochinha?

Disse Jesus: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida... (João 5:24) ... e se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente. (João 8:51)

Uma das minhas leitoras me escreveu dizendo que não podia acreditar em Deus, porque um Deus amoroso não seria tão cruel a ponto de mandar pessoas para o inferno. Admito, em parte, que ela tenha razão.

Certa vez eu ministrei uma palestra sobre ‘A Graça de Deus’ e disse que o Deus de amor e misericórdia é o mesmo que envia pessoas para o inferno. Evidentemente, sob o ponto de vista humano, assassinos e criminosos merecem mesmo ser punidos, mas o que diremos de pessoas que são ‘boas’ e igualmente condenadas por toda a eternidade? Só porque elas não aceitaram Jesus Cristo como único Salvador? Isso parece mesmo muito cruel.

Bom, esta semana encerrou-se o prazo para apresentar a Declaração de Imposto de Renda. Confesso que não existe nada tão desnecessariamente complicado, dolorosamente frustrante e sensivelmente estressante como prestar contas para o fisco, e depois ainda ter que pagar os impostos.

Não sei qual é a sua experiência, mas ao prestar contas para o fisco, eu encontro uma resposta para a minha incerteza espiritual. Pagar imposto pode ser frustrante, mas é lei. E aqueles que criaram e aprovaram os impostos e seus regulamentos sabem muito bem porque fizeram isso. Nós podemos arranjar desculpas diversas: dizer que a carga tributária é injusta, que ela é alta, que o imposto arrecadado é mal administrado, etc..., mas no final, somos mesmos obrigados a cumprir a lei ou sofrer as consequências de nossas ações e omissões.

Em vista disso ‘será que a pena de morte para o pecado é injusta? De maneira nenhuma. Lembre-se que Deus voluntariamente nos criou. Ele nos deu o privilégio de sermos portadores de sua imagem. Ele nos fez um pouco inferior aos anjos. Ele livremente nos deu o domínio sobre toda a terra. Nós não somos tartarugas. Nós não somos vagalumes. Nós não somos lagartas ou coiotes. Somos pessoas. Nós somos a imagem e semelhança do Majestoso Rei do Universo. O problema, é que nós não usamos o dom da vida com a finalidade que Deus planejou. A vida neste planeta tornou-se uma arena na qual estamos diariamente mantendo o espetáculo da traição cósmica’. (R.C. Sproul)

Infelizmente, a verdade não é sempre gentil, às vezes ela é dura. E a Verdade de Deus é que mesmo o mais bondoso ser humano já nasceu no pecado. ‘De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido’ Quem disse isso foi o rei Davi, homem considerado (por Deus) segundo o coração de Deus. (Salmos 51:5). Ocorre que todo o Universo caiu quando Adão pecou.

E então, o que fazemos agora? Bem, temos duas opções: nós podemos ficar o resto da nossa vida tentando negar nossa culpa, dizendo que tudo isso é mais um conto da carochinha. Certamente, não vamos chegar a lugar nenhum. Essa é uma opção.

A outra é: nós podemos aceitar que Jesus Cristo, o unigênito filho de Deus, sacrificou-se para nos dar uma saída para esse imbróglio humano. Podemos reconhecer a graça de Deus como um dom, sabendo que a morte de Seu filho nos proporcionou o perdão do pecado original, presente em toda a humanidade. ‘Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo’. (I Coríntios 15:22)

A solução me parece simples: Deus nos deu o livre arbítrio e agora cabe a nós escolher a melhor opção. Eu já escolhi guardar a Palavra de Jesus, com fé de que não verei a morte eterna. (João 8:51). E você?