quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Amor é Uma Ação, Não Um Sentimento

Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha. (Mateus 7: 24-25) 

Parece que 2011 continuará sendo o ano em que acontecerão várias cerimônias de casamento, pelo menos dentro do meu círculo de amizade. Nos últimos três anos eu tenho assistido a tantos que acho que perdi as contas. 

Nessas belíssimas cerimônias, que mais parecem contos de fadas, eu concentro a minha atenção nos votos matrimoniais, mais do que nos enfeites da festa. As promessas feitas um ao outro, pelos jovens casais, de alguma forma parecem transcender o romance do dia do casamento. A união de duas vidas até a morte é muito sublime! Mas às vezes questiono se esse amor, demonstrado na alegria de terem encontrado a alma gêmea, permanecerá após o término da lua de mel. 

Embora os sentimentos de paixão possam ter alimentado a decisão de se casarem, o sucesso da vida conjugal não depende do capricho dos sentimentos ou das circunstâncias da vida, mas da vontade de construirem um relacionamento duradouro. 

Os votos matrimoniais são feitos em livre e espontânea vontade, e não podem se limitar à cerimônia, mas devem ser renovados todos os dias. Essa ação diária de amar um ao outro, que nem sempre é fácil, combinada com a graça de Deus, permite que duas pessoas construam sua casa na rocha e experimentam uma intimidade que não se acaba com o tempo. Você já deve ter percebido o brilho nos olhos de alguns casais mais velhos quando dizem os anos que estão juntos. Pois é, isso é real! 

Espiritualmente falando, o casamento é um dos símbolos mais importantes da nossa fé cristã. Assim como os nubentes se entregam um ao outro em livre e espontânea vontade, Cristo livremente se entregou, sofreu e morreu por nós. A nossa caminhada na fé começa com uma livre e espontânea decisão de aceitar o sacrifício de Cristo. A aceitação inicial de Cristo, complementada com as decisões diárias de amar a Deus e a Sua Palavra, faz com que a caminhada na fé prospere. 

Talvez possamos estar passando por um momento difícil e Deus pareça estar distante, mas a boa notícia é que não importa o quanto a nossa casa está sendo maltratada pelas interpéries da vida, Cristo continua ao nosso lado como um cônjuge fiel. Sua graça e amor inabaláveis estão sempre disponíveis para nós, pois é nEle, a Rocha, que estamos construindo nossa casa!