quarta-feira, 24 de maio de 2017

Tenham filhos, meus filhos, porque vale a pena!

"Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4... Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos.

Filhos nos fazem seres humanos melhores.

O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos... Você tem outras prioridades e só um par de pés.

Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico... Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)... Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.

Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.

Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.

Tenha filhos.

Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida."

Bruna Estrela

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre a oração

Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. João 4:46

Não entristeçais o Espírito Santo com o seu pecado, pois ele é quem intercede por você junto a Deus com gemidos inexprimíveis.

O Salvador sabia que o pai havia estabelecido, em seu espírito, condições quanto a crer nEle. A menos que sua petição fosse atendida, não O havia de aceitar como o Messias.

No entanto, o nobre possuía certo grau de fé; pois viera pedir aquilo que lhe parecia ser a mais preciosa de todas as bênçãos. Jesus tinha um dom ainda maior para conceder. Desejava não somente curar a criança, mas tornar o nobre e sua casa participantes das bênçãos da salvação e acender uma luz em Cafarnaum, que em breve se tornaria o cenário das obras de Cristo.

O nobre desejava conhecer mais de Cristo. Ao ouvir-Lhe posteriormente os ensinos, ele e todos os de sua casa se tornaram Seus discípulos. Sua dor foi santificada, para conversão de toda a família. Divulgaram-se as novas do milagre; e, em Cafarnaum, onde tantas de Suas poderosas obras foram realizadas, foi preparado o caminho para o ministério pessoal de Cristo.

Aquele que abençoou o nobre de Cafarnaum também quer nos abençoar. Assim como o aflito pai, somos muitas vezes levados a buscar a Jesus pelo desejo de algum bem terrestre; e da obtenção de nossas petições fazemos depender nossa confiança em Seu amor. O Salvador anela dar-nos maiores bênçãos do que Lhe pedimos; e retarda o deferimento de nossos pedidos, a fim de nos mostrar o mal que existe em nosso coração e nossa profunda necessidade de Sua graça. Deseja que renunciemos ao egoísmo que nos leva a buscá-Lo. Confessando nosso desamparo e necessidade, devemos entregar-nos inteiramente a Seu amor.

Antes de crer, o nobre queria ver atendida sua oração, mas teve que aceitar a palavra de Jesus, de que seu pedido estava atendido, e a bênção, concedida. Nós também devemos aprender essa lição. Não porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve, mas simplesmente porque cremos. Temos que confiar em Suas promessas. Quando a Ele nos chegamos com fé, toda súplica alcança o coração de Deus. Ao pedir Suas bênçãos, devemos acreditar que as receberemos e dar-Lhe graças porque as temos recebido. Então iremos ao cumprimento de nossos deveres, certos de que a bênção terá lugar quando mais necessitarmos dela. Quando aprendermos a fazer isso, saberemos que nossas orações são atendidas. Deus fará por nós “infinitamente mais do que pedimos ou pensamos”, “segundo as riquezas da Sua glória” (Ef 3:20, 16) e “segundo a eficácia da força do Seu poder” (Ef 1:19)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Só Jesus pode dar paz

"Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo." (João 14:27)

Quando recebemos a Cristo no coração, como hóspede permanente, a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guarda nosso coração e espírito em Cristo Jesus. A vida do Salvador na Terra, embora passada em meio de conflito, foi uma vida de paz. Por mais que os irados inimigos O estivessem sempre perseguindo, Ele disse: “Aquele que Me enviou está comigo, não me deixou só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada” (Jo 8:29). Nenhuma tempestade de ira humana ou diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão com Deus. E Ele nos diz: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou” (Jo 14:27); “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso” (Mt 11:29). Levai comigo o jugo do serviço, para a glória de Deus e o erguimento da humanidade, e achareis suave o jugo, e leve o fardo.

É o amor do próprio eu que destrói nossa paz. Enquanto o eu está bem vivo, estamos continuamente prontos a preservá-lo de mortificação e insulto; mas, se está morto, e nossa vida escondida com Cristo em Deus, não levaremos a sério as desatenções e indiferenças. Seremos surdos às censuras, e cegos à zombaria e ao insulto. […]

A felicidade derivada de fontes terrenas é tão mutável e depende das circunstâncias; a paz de Cristo, porém, é constante e permanente. Ela não depende de qualquer circunstância da vida, da quantidade de bens mundanos ou do número de amigos. Cristo é a fonte da água viva, e a felicidade que dEle procede não pode jamais falhar.

A mansidão de Cristo, manifestada no lar, tornará felizes os membros da família; ela não provoca disputas, não dá respostas iradas, mas acalma o temperamento irritado e difunde uma suavidade que se faz sentir por todos os que se acham dentro do aprazível ambiente. Sempre que é nutrida, torna as famílias da Terra uma parte da grande família do Céu.

Muito melhor é sofrermos sob falsa acusação do que impor a nós mesmos a tortura da vingança sobre nossos inimigos. O espírito de ódio e vingança teve sua origem em Satanás e só pode trazer mal sobre aquele que o nutre. Humildade de coração, aquela mansidão que é o fruto de permanecer em Cristo, é o verdadeiro segredo da bênção.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Momentos de aflição

"Pedro saiu do barco e começou a andar em cima da água, em direção a Jesus.  Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: - Socorro, Senhor!" (Mateus 14:29-30) 

Andando lado a lado, a mão de Pedro na do Mestre, entraram juntos no barco. No entanto, Pedro estava agora rendido e silencioso. Ele não tinha nenhuma razão para se vangloriar sobre os companheiros, afinal, por causa da incredulidade e da exaltação, quase perdera a vida. Ao desviar de Cristo o olhar, ele perdeu o equilíbrio e afundou em meio às ondas.

O Brasil passa por um momento de aflição. O mundo também. Enquanto os cidadãos brasileiros não conseguem ter um mínimo de confiança nos líderes políticos, o mundo sente a insegurança de mais um ataque militar entre nações. Quantas vezes, ao enfrentarmos momentos assim, fazemos como Pedro! Olhamos para as ondas, em vez de manter os olhos fixos no Salvador. Os pés vacilam, e as impetuosas águas passam por sobre nossa alma. Jesus não disse a Pedro que fosse ter com Ele para que perecesse; não nos chama a segui-Lo para depois nos abandonar. […]

Jesus lia o caráter dos discípulos. Sabia que a fé manifestada por eles seria provada de modo doloroso. Nesse incidente no mar, desejava mostrar a Pedro sua própria fraqueza – que sua segurança dependia constantemente do poder divino. Em meio às tempestades da tentação, Pedro só poderia andar em segurança, quando, desconfiando inteiramente de si mesmo, descansasse no Salvador. Pedro era fraco no ponto em que se julgava mais forte; e, enquanto não discernisse sua fraqueza, não poderia compreender quanto necessitava confiar em Cristo. Se tivesse aprendido a lição que Jesus tentou lhe ensinar naquele incidente no lago, Pedro não teria fracassado quando a grande prova lhe sobreveio.

Dia a dia, Deus instrui Seus filhos. Pelas circunstâncias da vida diária, prepara- os para a parte que têm de desempenhar naquele mais vasto cenário que Sua providência lhes designou. É o resultado de sua prova diária que determina a vitória ou derrota deles na grande crise da vida.

Os que deixam de compreender sua contínua dependência de Deus serão vencidos pela tentação. Podemos entender agora que nossos pés estão firmes e jamais seremos abalados. Podemos dizer com confiança: “Eu sei em quem tenho crido; coisa alguma pode abalar minha confiança em Deus e em Sua Palavra”. Entretanto, Satanás está planejando aproveitar-se de nossos traços de caráter hereditários e cultivados para cegar nossos olhos tanto às nossas necessidades quanto aos nossos defeitos. Somente compreendendo a própria fraqueza e olhando firmemente para Jesus, podemos caminhar com segurança.