terça-feira, 15 de outubro de 2019

Por que tanta revolta?

Porque o mundo jaz no Maligno. (1 João 5:19)

Enquanto falava do amor de Deus, a pessoa que me ouvia fez a seguinte colocação: “Eu não acredito em Deus por causa da maldade. Olha a violência. Ninguém tem medo de ser preso. A impunidade impera. Os bandidos zombam das leis. O desrespeito ao próximo está em todo lugar. Motoristas bêbados, menores armados, caixas eletrônicos explodidos, sequestros relâmpagos, estupros, assassinatos, etc. Além de tudo, temos pessoas suspeitas e condenadas fazendo nossas leis. Os bandidos se revoltam contra os seus julgadores. Com tudo isso você vem me falar do amor de Deus?”

Eu disse: A lógica do seu raciocínio está invertida. Vejamos: O mal respeita algum limite? Não. O mal respeita a lei? Não. O mal respeita a ética? Não. O mal respeita a moral? Não. Então porque que o mal não tomou conta de tudo? É esta a resposta que você deveria buscar. O mal não tomou conta de tudo porque há um poder no Universo impedindo que o mal tome conta de tudo. E a Bíblia diz que esse poder é Deus, que nos ama.

Eu creio que Deus fica profundamente triste em ver a humanidade sofrendo assim. Ele gostaria muito de poder agir, mas respeita as nossas escolhas. Escolhemos afastá-lo de nossas decisões, de nossas vidas. Não queremos mais seus ensinamentos. Julgamos ultrapassados os princípios bíblicos. Achamos uma violência corrigir nossos filhos quando se comportam mal... 

Ao observamos campanhas a favor do aborto, do homossexualismo, da liberdade para usar o corpo como quiser, nós concordamos. Apoiamos as campanhas que incentivam o uso de camisinha, em vez de combatermos a prostituição e o sexo fora do casamento. Aceitamos a pornografia como direito de expressão. Elegemos políticos suspeitos e condenados. Quando aprovam leis que dão margem à impunidade e legislam em causa própria, nós dizemos “que faz parte do processo democrático”. Não nos importamos com o mau comportamento de nossos líderes e governantes – que deveriam ter reputação ilibada – e assim, “dizemos” aos nossos filhos que o que fazem é normal, é permitido.

Agora estamos nos perguntando por que tanta revolta contra aqueles que buscam o bem, por que não se distinguem entre o bem e o mal, o certo e o errado, por que cometem crimes sem nenhum pudor. Se analisarmos seriamente, perceberemos que estamos colhendo exatamente o que semeamos!

O mundo todo está debaixo do poder do Maligno, mas ainda há esperança. Ela está na educação baseada nos ensinamentos daquele que mais entende do comportamento humano: Deus.

Portanto, antes que o mal tome conta de tudo, voltemo-nos para a solução há tempos proposta pelo Criador. A solução é Jesus Cristo, e seus ensinamentos como Filho de Deus. 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Aquiete-se

"O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio." (Salmo 46:11)

Com as redes sociais “criamos mais informações nos últimos 5 anos do que em toda a história humana prévia, e estas chegam até nós o tempo todo”, A mente organizada, Daniel Levitin (Ed. Objetiva, 2015). Levitin afirma que em “certo sentido, nos tornamos viciados na hiperestimulação”, e que as constantes notícias e o conhecimento podem dominar nossa mente. No ambiente atual de bombardeio de mídia, torna-se cada vez mais difícil encontrar tempo para ficar quieto, pensar e orar. 


O Salmo 46:10 diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…”, lembrando-nos da necessidade de termos tempo para dedicar atenção ao Senhor. Muitas pessoas acham que um “tempo de solitude” é parte essencial de cada dia, um tempo para ler a Bíblia, orar e considerar a bondade e a grandeza de Deus.

Quando nós, como o escritor do Salmo 46, experimentamos a realidade de que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (v.1), isso afasta o nosso medo (v.2), desloca o nosso foco do tumulto do mundo para a paz de Deus, e cria a tranquila confiança de que o nosso Senhor está no controle (v.10).

Não importa quão caótico o mundo possa se tornar ao nosso redor, podemos encontrar quietude e força no amor e poder de nosso Pai Celestial. — David C. McCasland

Dia a dia, precisamos nos aquietar 
e ouvir o Senhor.

domingo, 8 de setembro de 2019

Hora de pensar no papel da igreja

Por Augustus Nicodemus.

A igreja evangélica no Brasil deve refletir sobre os tempos que vivemos em nosso país. São tempos de perplexidade, inquietações e oportunidades. Listei abaixo alguns pontos que penso que devem fazer parte dessa reflexão.

1) Ao que tudo indica, é apenas uma questão de tempo até os valores da visão cristã de mundo, que mesmo superficialmente moldaram a cultura brasileira, sejam excluídos da política, economia, arte, educação e que o paganismo domine essas áreas. Ainda que os evangélicos representem um terço da população brasileira, caminham para perder a guerra cultural sobre aborto, ideologia de gênero, pedofilia, poligamia, e outras questões.

2) As dimensões e a profundidade da corrupção e desonestidade instaladas em todas as áreas do poder político e financeiro no Brasil ultrapassam qualquer esperança de mudança que cristãos fiéis e íntegros possam ter. Uma vez perdida a esperança da instalação dos valores do Reino de Deus aqui no país, devemos perguntar qual o papel da igreja cristã numa democracia corroída pela desonestidade, mentira e ganância, e que é irrecuperável.

3) A igreja evangélica perdeu sua autoridade para profetizar. A teologia da prosperidade ensinada em igrejas neopentecostais lança uma sombra de desconfiança sobre a verdadeira intenção de seus pastores e fundadores e os coloca, diante dos olhos do público, na mesma vala comum dos políticos gananciosos e corruptos. As alas da igreja evangélica que se aliaram e militaram incondicionalmente pelas agendas da esquerda ou da direita perderam todo respeito com a exposição constante dos malfeitos dos que representam tanto um lado como o outro. As igrejas históricas estão paralisadas, algumas delas comidas pelo liberalismo teológico que rouba a pregação do Evangelho de seus púlpitos. A igreja cristã perdeu seu discurso público. Quem sabe, agora, seja a hora dela recuperar sua verdadeira missão e pregar o simples e puro Evangelho de Cristo a ricos e pobres. 

4) Um grande fatia dos evangélicos no Brasil estão deixando as denominações históricas e as igrejas pentecostais e neopentecostais e procurando modos alternativos de ser igreja, onde não tenham de se submeter à autoridade espiritual e disciplina moral, onde não haja exigências financeiras e formalidades quanto à membresia. Por um lado, pode representar uma renovação da igreja em sua busca de mais simplicidade, por outro, pode representar um afastamento dos requerimentos bíblicos para a igreja, como acatar liderança espiritual, contribuir financeiramente para a obra de Deus (ajuda aos necessitados e expansão do Reino) e disciplina dos faltosos. 

É diante desse quadro pouco esperançoso que oportunidades aparecem, para a igreja refletir sobre seu papel, reformar-se, renovar-se e ser boca de Deus nesse tempo. O Tempora! O Mores!

Texto copiado do Blog O Tempora! O Mores. (www.tempora-mores.blogspot.com)

terça-feira, 27 de agosto de 2019

O que queremos?

"…o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, […] vivificará também o vosso corpo mortal…" (Romanos 8:11) 

“Fui da carroça ao homem que andou na Lua,” disse um vovô à neta. E continuou: “Nunca pensei que isso poderia ocorrer em tão pouco tempo.”

A vida é curta, e muitos de nós voltamos para Jesus, pois queremos viver para sempre. Isso significa que não compreendemos o verdadeiro significado da vida eterna. Tendemos a ansiar por coisas erradas. Ansiamos por algo melhor, e pensamos que está logo à frente. Se eu estivesse fora da escola, tivesse esse emprego, fosse casado ou pudesse me aposentar. Se apenas… E então um dia ouvimos o eco da voz do avô ao refletirmos sobre o tempo que voou.

A verdade é que possuímos a vida eterna agora. Paulo escreveu: “…a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2). E disse: “…os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito” (v.5). Em outras palavras, os nossos desejos mudam quando chegamos a Cristo. Isso naturalmente nos dá o que mais desejamos. “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (v.6).

A grande mentira da vida é de que precisamos estar em outro lugar, fazer outra coisa, com outra pessoa antes de começar a viver verdadeiramente. Ao encontrarmos Jesus, trocamos a mágoa pela brevidade da vida pela plena alegria da vida com Ele, agora e para sempre. — Tim Gustafson

Para vivermos eternamente, 
devemos deixar Jesus viver em nós agora.