terça-feira, 11 de setembro de 2018

Sem preocupações

"…Passemos para a outra margem." (Marcos 4:35)

Uma confortável viagem de avião estava prestes a ficar instável. A voz do capitão interrompeu o serviço a bordo e pediu aos passageiros para atarem seus cintos de segurança. Logo depois, o avião começou a inclinar-se em todas as direções, como um navio em um oceano acossado pelo vento. Enquanto os demais passageiros faziam o possível para lidar com a turbulência, uma menina ficou sentada o tempo todo, lendo seu livro. Após o avião pousar, perguntaram-lhe como ela havia conseguido ficar tão calma. Ela respondeu: “Meu pai é o piloto e ele está me levando para casa.”

Embora fossem pescadores experientes, os discípulos de Jesus ficaram aterrorizados no dia em que uma tempestade ameaçou afundar seu barco. Eles seguiam as instruções de Jesus. Por que aquilo estava acontecendo? (Marcos 4:35-38). Jesus estava com eles, mas dormindo na popa da embarcação. Naquele dia eles aprenderam que não é verdade que, quando fazemos o que o nosso Senhor diz, não haverá tempestades em nossa vida. Contudo, por Jesus estar com os discípulos, eles aprenderam que as tempestades não nos impedem de chegar até onde o nosso Senhor quer que vamos (5:1).

Se a tempestade que enfrentamos hoje resulta de um trágico acidente, uma perda de emprego ou alguma outra provação, podemos estar confiantes de que nem tudo está perdido. — C. P. Hia

Não precisamos temer a tempestade com Jesus sendo o nosso âncora.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Em risco de queda

"Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Coríntios 10:12)




Quando minha amiga Elaine se recuperava após uma forte queda, um funcionário do hospital colocou-lhe uma pulseira amarela que dizia: Risco de queda, e significava: Observe esta pessoa com cuidado. Ela pode desequilibrar-se. Ajude-a a ir de um lugar a outro.

Em 1 Coríntios 10 lemos algo como um aviso de “Risco de queda” para os cristãos. Observando seus antepassados, Paulo notou o potencial humano para cair em pecado. Os israelitas murmuravam, adoravam ídolos e tinham relacionamentos imorais. Deus ficou insatisfeito e lhes permitiu sofrer consequências por sua transgressão. Entretanto, Paulo disse: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa […]. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (vv.11,12).

É fácil nos enganarmos e pensar que não cometemos mais certo tipo de pecado. Mesmo tendo passado pelo pior de tudo — admitido nosso problema, nos arrependido e nos comprometido a seguir os caminhos de Deus —, a tentação pode nos chamar. Deus nos possibilita evitar recair nos mesmos padrões, e fornece uma saída para o ato pecaminoso que estamos considerando. Nossa parte é responder à Sua oferta de fuga. — Jennifer Benson Schuldt

As grandes bênçãos, com frequência, são seguidas por grandes tentações.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Olhe para cima

"…peço-te que lhe abras os olhos para que veja…" (2 Reis 6:17)

Emil era um sem-teto que passou um ano inteiro olhando para a calçada enquanto caminhava penosamente pela cidade dia após dia. Ele tinha vergonha de olhar nos olhos dos outros, caso o reconhecessem, pois nem sempre vivera nas ruas. Mais do que isso, ele procurava encontrar uma moeda caída ou um cigarro pela metade. Seu constante olhar para o chão se tornou um hábito tão forte, que os ossos de sua coluna começaram a se fixar naquela posição e ele tinha grande dificuldade para ficar ereto.

O servo do profeta Eliseu olhou em direção errada e apavorou-se com o enorme exército que o rei da Síria havia enviado para capturar seu mestre (2 Reis 6:15). Mas Eliseu sabia que ele via apenas o perigo e a quantidade de oponentes. Seus olhos precisavam se abrir para ver a proteção divina que os rodeava, que era muito maior do que qualquer coisa que os sírios poderiam trazer contra Eliseu (v.17).

Quando a vida é difícil e nos sentimos sob pressão, é muito fácil ver apenas os nossos problemas. Mas o autor da carta aos Hebreus sugere uma maneira melhor. Ele nos lembra de que Jesus passou por um sofrimento inimaginável em nosso lugar e que, se fixarmos nossos olhos nele (12:2), Ele nos fortalecerá. — Marion Stroud

Com Cristo no centro de nossa vida, estamos no rumo certo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A lixa divina

"Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo." (Provérbios 27:17) 

As palavras de meu amigo me magoaram. Tentei não remoer seus comentários sobre as minhas fortes opiniões e pedi pela sabedoria e paz de Deus. Semanas depois, ainda preocupado, orei: “Estou ferido, Senhor, mas mostra-me onde preciso mudar e em que parte ela está certa.” 


Isso serviu como uma lixa divina em minha vida. Com os nervos à flor da pele, sentia que minha reação desenvolveria ou não o meu caráter. Escolhi me submeter ao processo de suavização, confessando o meu orgulho e teimosia. Eu percebia que os meus solavancos e imperfeições não glorificavam o Senhor. 

O rei Salomão sabia que a vida em comunidade poderia ser difícil, e ele abordou esse tema no livro de Provérbios. No capítulo 27, vemos a sua sabedoria aplicada aos relacionamentos. Ele compara as palavras afiadas entre amigos como ferro afiando ferro: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (v.17), aparando as arestas no comportamento do outro. Este processo pode causar ferimentos, tais como a dor que senti com as palavras do meu amigo (v.6), mas no final o Senhor pode usar estas palavras para ajudar e encorajar-nos a fazer as mudanças necessárias em nossa atitude e comportamento. 

Como o Senhor pode aparar suas arestas para a glória dele? — Amy Boucher Pye

O Senhor permite que as arestas sejam aparadas e nos molda em meio às experiências de vida.