segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Injustiça à porta

"Então, uma multidão unânime os atacou, e os magistrados, rasgando-lhes as roupas, ordenaram que fossem açoitados com varas. Depois de tê-los espancado muito, os jogaram na prisão, recomendando ao carcereiro que os vigiasse com toda atenção." (Atos 19:22-23)
O apóstolo Paulo, acompanhado de Silas, estava em uma missão evangelística na cidade de Filipos, região da Macedônia. Os dois estavam prontos para iniciar a pregação da mensagem do Evangelho, a cura dos enfermos, a libertação dos cativos do pecado, quando uma jovem possessa pelo espírito de adivinhação atravessou-lhes o caminho com intuito de atrapalhar a missão. Então Paulo, cheio do poder de Deus, expulsou aquele demônio e a jovem foi liberta. Mas os proprietários daquela moça, percebendo que perderiam o lucro ilícito auferido com a adivinhação, acusaram injustamente Pedro e Silas diante dos magistrados que os condenaram e lançaram na prisão. 

Quantos servos de Deus foram e são acusados injustamente. Muitos deles condenados à prisão ou mesmo à morte por pregarem a justiça de Deus ou por confrontarem os poderosos em seus pecados. Qualquer semelhança com o que acontece no Brasil atualmente não é mera coincidência.    

Mas o que fazer quando a injustiça bate à porta?

Em primeiro lugar precisamos ter em mente que nada acontece por acaso. Precisamos confiar em Deus e na sua soberania. Deus tem escrito o roteiro de nossas vidas. Ele está no controle de tudo e de todas as coisas.

Em segundo lugar, sabendo que Deus tem um propósito em cada acontecimento, temos que louvá-lo em qualquer situação, pois tudo acontece para sua glória. Entretanto, nós somente somos capazes de louvar na alegria e na tristeza quando acreditamos na soberania de Deus. Paulo e Silas tinham a certeza que estavam na prisão pela vontade Deus e para glória dEle. Por isso eram capazes de louva-lo enquanto estavam algemados. 

Precisamos saber que:

1) As injustiças deste mundo fazem parte do propósito de Deus. Deus tem um propósito em cada acontecimento. Paulo e Silas estavam presos porque este era o propósito de Deus na vida deles. Deus iria usar esse acontecimento mais tarde para algo muito sublime. 

2) As injustiças nos ensinam a louvar a Deus. Não é fácil louvar a Deus na escuridão da injustiça, mas é ali que Deus nos ensina a verdadeiramente louvá-lo. O autêntico louvor sai da nossa boca quando estamos sendo injustiçados pelos acontecimentos da vida. Louvar a Deus quando tudo está bem é fácil. Louvá-lo sob forte crise emocional, física e material é muito melhor. Foi na escuridão do cárcere que Paulo e Silas louvavam a Deus.

3) As injustiças podem ser convertidas em uma grande bênção. O louvor liberta. Paulo e Silas estavam orando e entoando hinos de louvor a Deus e, de repente, aconteceu um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. No mesmo momento, todas as portas se abriram, e as correntes que prendiam a todos se soltaram. Estavam todos livres, inclusive os companheiros de prisão que apenas ouviam. Mesmo que somente você louve a Deus durante a crise no seu lar, todos os seus familiares serão abençoados por isso. Tudo que aconteceu com Paulo e Silas se transformou numa grande festa na prisão. O mesmo pode acontecer com você. Apenas louve.

Em suma, o sofrimento que passamos quando somos injustiçados nos torna pessoas melhores, mas é preciso que nossa reação seja boa e positiva diante dos acontecimentos. Muitas vezes o que nos parecem ser raios e trovões podem ser o prenúncio de tempos melhores.

Quem louva na escuridão da noite experimenta alegria ao amanhecer. 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sempre amado

"Sabei que o Senhor separou seu servo fiel de si mesmo." (Salmo 4:3)

É quase impossível passarmos um dia sem sermos desprezados, ignorados, ou de alguma forma diminuídos. Às vezes, fazemos isso conosco mesmo.

Os inimigos de Davi foram ameaçar, zombar e insultá-lo. Seu senso de autoestima e bem-estar estava muito baixo (vv.1,2). Ele pediu por alívio de sua angústia e aflição.

Nesse ínterim, Davi se lembrou: “Sabei, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso” (v.3). Outras traduções da Bíblia tentam capturar a essência dessa declaração ousada de Davi de “piedoso” como “fiel, querido”. A palavra hebraica aqui, hesed, literalmente, refere-se ao amor da aliança de Deus e poderia muito bem ser entendido como: “Aqueles a quem Deus vai amar para sempre e todo o sempre”.

Aqui está o que nós também devemos nos lembrar: Somos amados para sempre, separados de maneira especial, tão caros a Deus como o Seu próprio Filho. Ele nos chamou para sermos os Seus filhos por toda a eternidade.

Em vez de nos desesperarmos, podemos nos lembrar do amor que recebemos livremente de nosso Pai. Somos os Seus filhos amados. O fim não é o desespero, mas a paz e a alegria (vv.7,8). Ele nunca desiste de nós e nunca deixa de nos amar. — David H. Roper

A verdadeira medida do amor de Deus é o fato de que 
Ele nos ama sem medida. 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Águas turbulentas

"…não temas, nem te desanimes, porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará…" (1 Crônicas 28:20)

Eu estava desfrutando o começo de minha primeira experiência de rafting em corredeiras rápidas, até que ouvi o rugido das águas à frente. Minhas emoções foram inundadas com sentimentos de incerteza, medo e insegurança ao mesmo tempo. Passar pelo corredor de águas tão rápidas fora uma experiência amedrontadora! E de repente, tinha acabado. O guia na parte de trás do bote tinha nos ajudado a navegar. Eu estava seguro, pelo menos até as próximas quedas-d’água.

As transições em nossa vida podem ser como essas corredeiras. Os saltos inevitáveis levam de uma estação da vida à outra, da faculdade à carreira, mudanças de emprego, sair da casa dos pais para viver sozinho ou com um cônjuge, da carreira à aposentadoria, da juventude à velhice — são fases marcadas por incertezas e inseguranças.

Em uma das transições mais significativas registradas na história do Antigo Testamento, Salomão assumiu o trono de seu pai Davi. Tenho certeza de que ele estava cheio de incertezas sobre o futuro. Qual o conselho de seu pai? “…não temas, nem te desanimes, porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo” (1 Crônicas 28:20).

Teremos a nossa justa parte de transições difíceis na vida. Mas com Deus em nosso bote não estamos sozinhos. Manter os nossos olhos fixos Naquele que está navegando conosco nas corredeiras traz alegria e segurança. Ele já conduziu muitos outros antes. — Joe Stowell

Deus nos guia em meio às transições 
que fazem parte de nossa vida.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A beleza do fracasso

"Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; […] não o desprezarás, ó Deus."(Salmo 51:17)

Kintsugi é a secular arte japonesa de remendar cerâmica quebrada. O pó de ouro misturado com resina é usado para rejuntar peças quebradas ou preencher rachaduras, fazendo uma ligação impressionante. Em vez de tentar esconder o reparo, essa arte faz algo bonito com os pedaços quebrados.


A Bíblia diz que Deus também valoriza o nosso quebrantamento, quando genuinamente nos arrependemos do pecado que cometemos. Após Davi cometer adultério com Bate-Seba e planejar a morte do marido dela, o profeta Natã o confrontou, e ele se arrependeu. A oração de Davi logo depois, nos dá uma visão do que Deus deseja: “…não te comprazes em sacrifícios; […] e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito…” (vv.16,17).

Quando o nosso coração está abatido por causa do pecado, Deus o restaura com o inestimável perdão oferecido generosamente por nosso Salvador na cruz. Ele nos recebe com amor quando nos humilhamos diante dele, e a intimidade é restaurada.

Como Deus é misericordioso! Consideremos o Seu desejo por um coração humilde e a deslumbrante beleza da Sua bondade, ao orarmos hoje: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23,24). — James Banks

A “tristeza segundo Deus produz arrependimento 
para a salvação” e conduz à alegria. (2 Coríntios 7:10)