terça-feira, 25 de abril de 2017

Só Jesus pode dar paz

"Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo." (João 14:27)

Quando recebemos a Cristo no coração, como hóspede permanente, a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guarda nosso coração e espírito em Cristo Jesus. A vida do Salvador na Terra, embora passada em meio de conflito, foi uma vida de paz. Por mais que os irados inimigos O estivessem sempre perseguindo, Ele disse: “Aquele que Me enviou está comigo, não me deixou só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada” (Jo 8:29). Nenhuma tempestade de ira humana ou diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão com Deus. E Ele nos diz: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou” (Jo 14:27); “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso” (Mt 11:29). Levai comigo o jugo do serviço, para a glória de Deus e o erguimento da humanidade, e achareis suave o jugo, e leve o fardo.

É o amor do próprio eu que destrói nossa paz. Enquanto o eu está bem vivo, estamos continuamente prontos a preservá-lo de mortificação e insulto; mas, se está morto, e nossa vida escondida com Cristo em Deus, não levaremos a sério as desatenções e indiferenças. Seremos surdos às censuras, e cegos à zombaria e ao insulto. […]

A felicidade derivada de fontes terrenas é tão mutável e depende das circunstâncias; a paz de Cristo, porém, é constante e permanente. Ela não depende de qualquer circunstância da vida, da quantidade de bens mundanos ou do número de amigos. Cristo é a fonte da água viva, e a felicidade que dEle procede não pode jamais falhar.

A mansidão de Cristo, manifestada no lar, tornará felizes os membros da família; ela não provoca disputas, não dá respostas iradas, mas acalma o temperamento irritado e difunde uma suavidade que se faz sentir por todos os que se acham dentro do aprazível ambiente. Sempre que é nutrida, torna as famílias da Terra uma parte da grande família do Céu.

Muito melhor é sofrermos sob falsa acusação do que impor a nós mesmos a tortura da vingança sobre nossos inimigos. O espírito de ódio e vingança teve sua origem em Satanás e só pode trazer mal sobre aquele que o nutre. Humildade de coração, aquela mansidão que é o fruto de permanecer em Cristo, é o verdadeiro segredo da bênção.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Momentos de aflição

"Pedro saiu do barco e começou a andar em cima da água, em direção a Jesus.  Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: - Socorro, Senhor!" (Mateus 14:29-30) 

Andando lado a lado, a mão de Pedro na do Mestre, entraram juntos no barco. No entanto, Pedro estava agora rendido e silencioso. Ele não tinha nenhuma razão para se vangloriar sobre os companheiros, afinal, por causa da incredulidade e da exaltação, quase perdera a vida. Ao desviar de Cristo o olhar, ele perdeu o equilíbrio e afundou em meio às ondas.

O Brasil passa por um momento de aflição. O mundo também. Enquanto os cidadãos brasileiros não conseguem ter um mínimo de confiança nos líderes políticos, o mundo sente a insegurança de mais um ataque militar entre nações. Quantas vezes, ao enfrentarmos momentos assim, fazemos como Pedro! Olhamos para as ondas, em vez de manter os olhos fixos no Salvador. Os pés vacilam, e as impetuosas águas passam por sobre nossa alma. Jesus não disse a Pedro que fosse ter com Ele para que perecesse; não nos chama a segui-Lo para depois nos abandonar. […]

Jesus lia o caráter dos discípulos. Sabia que a fé manifestada por eles seria provada de modo doloroso. Nesse incidente no mar, desejava mostrar a Pedro sua própria fraqueza – que sua segurança dependia constantemente do poder divino. Em meio às tempestades da tentação, Pedro só poderia andar em segurança, quando, desconfiando inteiramente de si mesmo, descansasse no Salvador. Pedro era fraco no ponto em que se julgava mais forte; e, enquanto não discernisse sua fraqueza, não poderia compreender quanto necessitava confiar em Cristo. Se tivesse aprendido a lição que Jesus tentou lhe ensinar naquele incidente no lago, Pedro não teria fracassado quando a grande prova lhe sobreveio.

Dia a dia, Deus instrui Seus filhos. Pelas circunstâncias da vida diária, prepara- os para a parte que têm de desempenhar naquele mais vasto cenário que Sua providência lhes designou. É o resultado de sua prova diária que determina a vitória ou derrota deles na grande crise da vida.

Os que deixam de compreender sua contínua dependência de Deus serão vencidos pela tentação. Podemos entender agora que nossos pés estão firmes e jamais seremos abalados. Podemos dizer com confiança: “Eu sei em quem tenho crido; coisa alguma pode abalar minha confiança em Deus e em Sua Palavra”. Entretanto, Satanás está planejando aproveitar-se de nossos traços de caráter hereditários e cultivados para cegar nossos olhos tanto às nossas necessidades quanto aos nossos defeitos. Somente compreendendo a própria fraqueza e olhando firmemente para Jesus, podemos caminhar com segurança.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Vitória somente em Deus

"Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 João 5:4)

A vida cristã é uma batalha e uma marcha. No entanto, a vitória a ser ganha não é obtida por força humana. O campo de luta é o domínio do coração. A batalha que temos a ferir – a maior de quantas já foram travadas pelo ser humano – é a entrega do próprio eu à vontade de Deus, a sujeição do coração à soberania do amor. A velha natureza, nascida do sangue e da vontade da carne, não pode herdar o reino de Deus. As tendências hereditárias, os hábitos antigos devem ser renunciados.

Aquele que está determinado a entrar no reino espiritual perceberá que todas as forças e paixões de uma natureza não regenerada, fortalecidas pelos poderes das trevas, acham-se arregimentadas contra ele. O egoísmo e o orgulho tomarão posição contra tudo que os aponte como pecado. Não podemos, por nós mesmos, vencer os maus desejos e hábitos que lutam pela predominância. Não nos é possível dominar o poderoso inimigo que nos mantém em escravidão. Somente Deus pode nos dar a vitória. Ele deseja que tenhamos o domínio de nós mesmos, de nossa vontade e de nossos caminhos. Entretanto, Ele não pode atuar em nós contra o nosso consentimento e cooperação. O Espírito divino opera mediante as faculdades e poderes conferidos ao ser humano. Nossas energias são requeridas para cooperar com Deus.

A vitória não é ganha sem muita e fervorosa oração, sem a humilhação do próprio eu a cada passo. Nossa vontade não deve ser forçada a cooperar com os agentes celestiais, mas sujeitada voluntariamente. Se fosse possível forçar sobre nós, com centuplicada intensidade, a influência do Espírito de Deus, isso não nos tornaria cristãos, súditos aptos para o Céu. A fortaleza de Satanás não seria derrubada. A vontade deve ser colocada ao lado da vontade de Deus. Não somos capazes, por nós mesmos, de sujeitar nossos propósitos, desejos e inclinações à vontade de Deus; mas, se permitirmos, Ele efetuará a obra por nós, destruindo “toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2Co 10:5). Então teremos que trabalhar nossa “salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:12, 13)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Fome e sede de justiça

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça." (Mateus 5:6)

Justiça é santidade, semelhança com Deus; e “Deus é amor” (1 João 4:16). É conformidade com a lei de Deus; pois “todos os Teus mandamentos são justiça” (Salmos 119:172); e o “cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10). Justiça é amor, e o amor é a luz e a vida de Deus. A justiça de Deus se acha concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-o a Ele.

Não é por meio de duras lutas ou trabalho exaustivo, nem de dádivas ou sacrifícios, que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela tem fome e sede. “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; […] sem dinheiro e sem preço.” “O seu direito que de Mim procede, diz o Senhor” e “este será o nome com que o nomearão: O Senhor Justiça Nossa” (Isaías 55:1; 54:17; Jeremias 23:6).

Nenhum agente humano pode suprir aquilo que satisfará a fome e a sede espiritual. No entanto, Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20). […]

Assim como precisamos de alimento para sustentar nossas forças físicas, também necessitamos de Cristo, o pão do Céu, para manter a vida espiritual e comunicar forças para efetuar as obras de Deus. Assim como o corpo está continuamente recebendo a nutrição que sustém a vida e o vigor, também a alma deve estar constantemente comungando com Cristo, a Ele submissa, e confiando inteiramente nEle. […]

Ao entendermos a perfeição do caráter de nosso Salvador, desejaremos ser inteiramente transformados e renovados à imagem de Sua pureza. Quanto mais conhecermos a Deus, mais elevado será nosso ideal de caráter, e mais veemente o nosso anseio de lhe refletir a imagem. Um elemento divino combina-se com o humano, quando a alma se dilata, em busca de Deus, e o anelante coração pode exclamar: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança” (Salmos 62:5).

Se você experimenta um sentimento de necessidade em seu coração, se tem fome e sede de justiça, isso é prova de que Cristo tem operado em seu coração.