terça-feira, 14 de agosto de 2018

Olhe para cima

"…peço-te que lhe abras os olhos para que veja…" (2 Reis 6:17)

Emil era um sem-teto que passou um ano inteiro olhando para a calçada enquanto caminhava penosamente pela cidade dia após dia. Ele tinha vergonha de olhar nos olhos dos outros, caso o reconhecessem, pois nem sempre vivera nas ruas. Mais do que isso, ele procurava encontrar uma moeda caída ou um cigarro pela metade. Seu constante olhar para o chão se tornou um hábito tão forte, que os ossos de sua coluna começaram a se fixar naquela posição e ele tinha grande dificuldade para ficar ereto.

O servo do profeta Eliseu olhou em direção errada e apavorou-se com o enorme exército que o rei da Síria havia enviado para capturar seu mestre (2 Reis 6:15). Mas Eliseu sabia que ele via apenas o perigo e a quantidade de oponentes. Seus olhos precisavam se abrir para ver a proteção divina que os rodeava, que era muito maior do que qualquer coisa que os sírios poderiam trazer contra Eliseu (v.17).

Quando a vida é difícil e nos sentimos sob pressão, é muito fácil ver apenas os nossos problemas. Mas o autor da carta aos Hebreus sugere uma maneira melhor. Ele nos lembra de que Jesus passou por um sofrimento inimaginável em nosso lugar e que, se fixarmos nossos olhos nele (12:2), Ele nos fortalecerá. — Marion Stroud

Com Cristo no centro de nossa vida, estamos no rumo certo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A lixa divina

"Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo." (Provérbios 27:17) 

As palavras de meu amigo me magoaram. Tentei não remoer seus comentários sobre as minhas fortes opiniões e pedi pela sabedoria e paz de Deus. Semanas depois, ainda preocupado, orei: “Estou ferido, Senhor, mas mostra-me onde preciso mudar e em que parte ela está certa.” 


Isso serviu como uma lixa divina em minha vida. Com os nervos à flor da pele, sentia que minha reação desenvolveria ou não o meu caráter. Escolhi me submeter ao processo de suavização, confessando o meu orgulho e teimosia. Eu percebia que os meus solavancos e imperfeições não glorificavam o Senhor. 

O rei Salomão sabia que a vida em comunidade poderia ser difícil, e ele abordou esse tema no livro de Provérbios. No capítulo 27, vemos a sua sabedoria aplicada aos relacionamentos. Ele compara as palavras afiadas entre amigos como ferro afiando ferro: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (v.17), aparando as arestas no comportamento do outro. Este processo pode causar ferimentos, tais como a dor que senti com as palavras do meu amigo (v.6), mas no final o Senhor pode usar estas palavras para ajudar e encorajar-nos a fazer as mudanças necessárias em nossa atitude e comportamento. 

Como o Senhor pode aparar suas arestas para a glória dele? — Amy Boucher Pye

O Senhor permite que as arestas sejam aparadas e nos molda em meio às experiências de vida.

sábado, 21 de julho de 2018

De volta do campo missionário

"…enviou-me […] a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto…" (Isaías 61:1,3)

Estamos voltando de mais uma viagem missionária. Estávamos na cidade de Nova Ponte (MG) evangelizando as pessoas de casa em casa. Juntamente com mais de 200 missionários voluntários levamos o amor de Deus por meio de palavra e ações. Além de explicar a cada uma o plano de salvação da alma, oferecemos também cursos profissionalizantes, atendimento médico-ambulatorial e vestuário. Cremos que Deus é soberano e tem um propósito especial com cada vida, por isso pagamos o preço da obediência ao mandado de Jesus Cristo de ir "por todo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura...". É muito gratificante voltarmos para casa sabendo que nosso trabalho no Senhor não é em vão, pois vemos a alegria em que somos recebidos pelas pessoas naquela cidade e quanta experiência cristã podemos trazer conosco. É maravilhoso ser um vaso nas mãos de Deus. Parabéns aos Missionários Voluntários!


É verdade também que sofremos retaliações espirituais e físicas, pois frequentemente adentramos o território de Satanás. Mas podemos contar com a fidelidade de Deus que está em nossa frente. Muitas provações nos advém nesse período e algumas delas nos deixam tristes e outras nos trazem dores e lutos. Mas temos a certeza de que Deus pode transformar nosso pranto em alegria, ainda mais quando temos em nossa retaguarda uma igreja em oração em favor da obra que está sendo realizada no campo missionário. Não só abençoamos as pessoas que nos ouvem, mas somos também ricamente abençoados.

Por outro lado, apesar de vivermos num mundo decaído onde enfrentamos dor e decepções, quando atendemos ao chamado de Deus, Ele pode nos levar do desespero ao louvor, como vemos na profecia de Isaías sobre a vinda de Jesus (Isaías 61:1-3). Ele nos dá esperança quando não a temos; nos ajuda a perdoar quando pensamos não poder; ensina que nossa identidade está nele e não no que fazemos. Ele nos dá coragem para enfrentar o futuro incerto. Ao vestirmos os trapos de “cinzas”, nos dá vestes de louvor.

Ao enfrentarmos perdas, não devemos fugir da tristeza, mas também não queremos nos tornar amargos ou inflexíveis. Ao pensarmos sobre a fidelidade de Deus, sabemos que Ele está disposto e pode transformar o luto em alegria novamente — nos dar graça suficiente nesta vida e plena alegria no céu.

Somos também ricamente abençoados quando abençoamos as pessoas.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Derrota ou vitória

"…o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 João 5:4)

Todos os anos, a grande batalha de Waterloo é lembrada na Bélgica, lugar onde ela aconteceu. No dia 18 de junho de 1815, o exército francês de Napoleão foi derrotado por uma força multinacional comandada pelo duque de Wellington. Desde então, a frase “encontrar sua Waterloo” passou a significar “ser derrotado por alguém forte demais para você enfrentar ou por um problema muito difícil para você”. 


No tocante à nossa vida espiritual, algumas pessoas sentem que o fracasso final é inevitável e é apenas uma questão de tempo até que cada um de nós “encontre a sua própria Waterloo”. Porém, João refutou essa visão pessimista ao escrever aos seguidores de Jesus: “…todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

João tece esse tema de vitória espiritual ao longo da sua primeira carta ao nos exortar a não amar as coisas que este mundo oferece e que logo desaparecerão (2:15-17). Em vez disso, devemos amar e agradar a Deus, “e esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (2:25).

Embora possamos ter altos e baixos na vida, e até mesmo algumas batalhas que parecem ser derrotas, a vitória definitiva é nossa em Cristo ao confiarmos em Seu poder. — David C. McCasland

A saída para os problemas é confiar em Deus o tempo todo.